Ainda se lembra do meu artigo sobre o NÃO e como ele pode contribuir para melhorar a sua performance profissional e pessoal?

Carpe diem…aproveitem o dia, recordam?

Segundo um artigo para a Forbes do Dr. Travis Bradberry, reconhecido especialista e autor mundial em Inteligência Emocional, traduzido em 25 línguas para 150 países, cofundador da TalentSmart que serve cerca de 75% das empresas listadas na Fortune 500, o dia laboral de oito horas é uma abordagem desatualizada e ineficaz para o trabalho.

Se quiser ser o mais produtivo possível, sem sacrificar a sua saúde mental e física, é urgente encarar uma nova perspetiva.

A jornada de oito horas foi criada durante a revolução industrial como um esforço para reduzir o número de horas de trabalho manual que os trabalhadores suportavam. Embora esta evolução, à época, fosse mais humana do que o formato que a precedeu durante 200 anos, ainda não lhe atribuímos grande significado nos nossos hábitos atuais.

Como os nossos ancestrais, salvo alguns exemplares casos internacionais, espera-se que dediquemos oito horas por dia trabalhando por um período longo e contínuo com as vulgares pausas a meio da manhã/tarde e almoço. No entanto, muitas pessoas nem estas pausas respeitam, mesmo gozando de autonomia hierárquica.

Nada melhor para aproveitar o seu dia como dividi-lo nos respetivos blocos horários, com pausas mais frequentes.

Estudos bem fundamentados e rastreados como o do Draugiem Group, uma empresa tecnológica da Letónia, concluíram que a relação ideal entre trabalho e pausa foi de 52’ de atividade profissional, seguidos por 17’ de descanso.

As pessoas que mantiveram esse cronograma obtiveram um nível único de foco no seu trabalho.

Por aproximadamente uma hora de cada vez, eles estavam 100% dedicados à tarefa que deviam realizar.

Nada de verificações "rápidas" sobre outros assuntos ou distrações com e-mails.

Quando sentiam fadiga (após cerca de uma hora), fizeram pequenos intervalos, voltando refrescados para mais outra hora produtiva, ou melhor, 52’.

Ou seja, a cada hora de trabalho retiravam 8-9’ de descanso. Assim, ao fim de 8 horas (480’) trabalhariam menos 72’ (1h 12’), cerca de 15% do total.

Foram registados ganhos de produtividade próximos dos 30%, o dobro do tempo “investido” nas pausas programadas.
Mais, a estas paragens superiores a 15’ podem ser associados, entre outros hábitos, uma alimentação repartida mais saudável, evitando os desperdícios e estados de sonolência pós almoço, aumentando a qualidade de vida dos colaboradores, chefias e a sua!
A descoberta desta relação mágica de produtividade esmaga a concorrência porque atende a uma necessidade fundamental da mente humana: o cérebro funciona naturalmente em surtos de alta energia (aproximadamente uma hora) seguidos por surtos de baixa energia (15-20 minutos).

Assim, registe (e pratique) as principais sugestões, criando melhores hábitos e rotinas:

  1. Divida o seu dia de trabalho em blocos horários (os mais avançados já fazem blocos de 30’)
  2. Respeite o horário de trabalho e pausa
  3. Descanse e relaxe verdadeiramente no intervalo
  4. Não aguarde que o seu corpo ou mente lhe “digam” que precisa pausar

Que tal? Vamos produzir mais e melhor trabalhando menos? Chama-se eficiência e conduz a mais ganhos e lucros!

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